dylanniversário, uma tradução: Bringing it all back home \\|// Pra levar tudo de volta pra casa (22 de março de 1965)

 

 

 

  1. Pra levar tudo de volta pra casa

                                                                 22 de Março de 1965

 

 

 

 

 

notas de rodapé:

produzido por Tom Wilson                       fotografia de Daniel Kramer

 

 

 

 

 

resta só eu ali assistindo ao desfile

sentindo uma combinação de dormentes john estes.

jayne mansfield, humphry bogart /morti-

mer snerd, murphy do surfe e por aí vai /

caroneiro erótico vestindo casaco

japonês. prendeu minha atenção quando perguntou será

que ele não me viu naquela pousadaria de bairro em

puerto vallarta, méxico / disse que não você deve

ter se confundido. acontece que sou um dos

Supremes / daí ele rasga o casaco

e muito de repente torna-se num farmaceuta de meia idade.

que trabalha para o ministério público. ele começa uma grita-

ria comigo você é o tal. você é o cara

que tem deixado um montão de gente louca sobre as revoltas lá do

vietnam. imediatamente dirige-se a mais um bocado de

gente dizendo se for eleito, vai mandar me

eletrocutar em praça pública no próximo 7 de alguma coisa.

olhei em volta e toda esta gente

com quem ele conversava portando maçaricos /

desnecessário dizer, vazei fora rapidão de volta ao

velho e bom sertão. lá só resta eu, que escreve

O QUÊÊE? em minha parede predileta quando eis

quem passa num jatinho ninguém menos que meu engenheiro de

gravação “vim para buscar o senhor & as suas

últimas obras de arte. precisa de ajuda

com um’as coisas?”

 

(pausa)

 

minhas músicas são escritas com os batuques

em consideração/ o toque de qualquer cor ansiosa. não

mencionável. óbvia. e talvez as pessoas

iguais a uma suave cantora do bräzyl.  .  . já

desisti de fazer das tentativas uma perfeição /

o fato de que a casa branca está recheada de

líderes que nunca foram a Bibliotecas&Museus causa-

me espanto. por que allen ginsberg

não foi chamado na inauguração para declamar poesia

me deixou ruinzasso / se tem mais alguém achando que norman

mailer é mais importante do que hank williams

isto é bom. acabaram meus argumentos e

nunca bebo leite. prefiro modelar cabi-

des para gaitas do que discutir antropologia asteca /

literatura inglesa. ou a história das nações

unidas. aceito o caos. não tenho tanta certeza

se ele me aceita. sei de algumas pessoas que têm sofrido terrores
por causa da bomba. tem ainda outras que sofrem terrores

de serem vistas levando revistas sobre música ligeira.

a experiência ensina que o silêncio é o que mais aterroriza

as pessoas  .  .  .  estou convencido de que todas as almas têm

algum superior para se reportar / igual ao sistema

escolar, um círculo invisível onde ninguém

pode pensar sem antes se reportar a alguém / perante

estes fatos, responsabilidade / segurança, e o sucesso

significa absolutamente nada  .  .  .  não gostaria

de ser bach. mozart. tolstoy. joe hill. gertrude

stein ou james dean / todos estão mortos. os

Grandes livros já foram escritos. os Grandes ditos

já foram todos beneditos / o que vim Lhes desenhar

é uma foto do que às vezes acontece

por estes lados. e eu também não percebo muito bem

as coisas que estão acontecendo. já sei

que vamos todos morrer algum dia e que nunca teve morto

que fez parar o mundo. meus poemas

estão escritos no ritmo da distorção não poética /

dividido por ouvidos furados. sobreancelhas falsas / sub-

tracionadas por pessoas que gratuitamente torturam umas

às outras. com uma linha de ronronar melódica de descrição

sem sombra – – vistos algumas vezes através do óculos de sol escuro

e por outras formas de explosão psíquica. uma música é aquilo

que sabe o passo a passo do seu andar / dizem que

escrevo canções. e um poema é a pessoa desnuda  .  .  .  há quem

diga que sou poeta

 

(fim da pausa)

 

e daí respondi ao meu engenheiro de gravação

sim. acho que podia ter uma ajudinha para entrar

co´esta parede no avião”

 

 

  1. subterranean homesick blues
  2. ela me pertence
  3. maggie´s farm
  4. love minus zero / no limit
  5. outlaw blues
  6. on the road again
  7. bob dylan´s 115th dream
  8. mr tambourine man
  9. gates of eden
  10. it´s allright, ma (i´m only bleeding)
  11. it´s all over now, baby blue

 

  1. 8LU35 D4 F38R3 C4531R4 N0 P0RÃ0

    1.
    Johnny mora dentro de um porão
    Trabalha misturando erva medicinal
    Eu ando pelo minhocão
    Lembro do gravatas de então
    Do governo bolsa paletó importado
    Cuidado aí, menino4.
    As se aqueça e me esqueça
    Descalço romanceia beije a sereia
    Se cubra, olha a bênção
    Tente virar sensação
    Agrade a um, agrade ao outro, brindes grátis

    Vinte anos de ensino
    Pra te darem o turno diurno
    Cuidado aí, criança
    O esconderijo não é aí não
    É melhor evitar o atalho
    Traga aceso seu candel´[ario
    Não venha de sandálias
    Não provoque bate-bocas
    Não me parece que gosta de bafões
    Mas é melhor escovar os dntres
    A caixa d´água não funciona porque o putos
    Rapelaram as manivelas.

    02. 3L4 P3RT3NC3 4 M1M

    Ela já tem tudo o que precisa
    É uma artista e não guarda rancor
    Ela escurece as cenas diurnas
    E nas noturnas pinta o fulgor
    Ela faz brilhar a noite mais escura
    E escurece os dias de Sol

    Você faz questão que ela veja o seu
    Orgulho em roubar tudo o que ela vê
    Você vai terminar a jornada
    A observar no monitor de tevê
    Você quer espiar o buraco da fechadura
    Pra saber o que ela pensa de você

    Ela não dá nenhum passo em falso
    Ela não tem aonde cair morta
    Ela não é filha de nenhum figurão
    O sistema a vê com,o peça solta
    Ela não tem nem pai nem mãe
    O sistema não sabe como ela existe

    Ela veste um anel egípcio
    E se ela fala, ele brilha
    Ela tem fama de hipnotista
    É mesmo uma antiguidade ambulante

    Abrace-a nos domingos
    E nos aniversários com mais ardor
    Nos dias das Bruxas, dê-lhe um trompete
    E nos Natais, dois tambores

    03. NÃO QUERO MAIS TRABALHAR DE SITIÃO

    04. 0 4M0R: M3N0S Z3R0 / S3M L1M1T3S

    1.
    Meu amor age como o silêncio
    Recusa os ideais de violência
    Ela não precisa nos lembrar da sua fidelidade
    E ela é real, como o vinho ou a água
    As pessoas trazem flores
    A cada hora ainda mais promessas
    Meu amor ela é a franqueza das rosas
    Presentinhos não vã convence-la

    2.
    Nos supermercados e nas baldeações
    As pessoas relembram de situações
    Lêem os livros pra decorar sitações
    Com as conclusões riscam os muros
    Outros falam de um futuro
    Meu amor age com sinceridade
    Ela diz que não existe acerto igual ao erro
    E um erro não é acerto nenhum

    3.
    Balançam o sobretudo e o facão
    Madames acendem os lampiões
    Nas cerimõnias dos Cavaleiuros Templários
    Até o peão tem que dar um lance
    Estátuas feitas com palitos
    Derretem-se umas nas outras
    Meu amor só pisca, isso não importa
    Ela sabe demais para julgar ou convencer

    4.
    à meia-noite a ponte treme
    O médico da cidade, ele só geme
    A sobrinha do banqueiro busca a perfeição
    Espera os prsentes de seus sábios pretendentes
    Uiva o vento igual a uma marreta
    Durante a noite sopra uma chuva
    Meu amor na janela me lembra do poema
    De um corvo com a asa quebrada m meu umbral

    05. MÚ51C4 D4 T3RR4 D3 N1N6UÉM

É bem ruim dar um passo em falso
E aterrisar em uma lagoa qyue você não conhece
É bem ruim dar um palso em falso
E aterrisar em uma lagoa em que voc~e enlamece/emudece
Pior ainda se estiver nove graus negativos
E forem 4 e 20 da tarde

Não vou pendurar fotinhas
Não vou pendurar fotinhas d ecanhão
Olha eu pareco o Francisco Cuoco
Mas já me disseram que estou mais para o Tarcisão

Quem dera eu estivesse
Em uma planície no Planalto Central
Eu não tenho mpotivo para estar lá
A não ser a mudança no meu astral

Trouxe meus óculos escuros
Tive sorte e trouxe o pé de coelho também
Não sei o sentido das coisas
Nem quero dizer a verdade a ninguém

Tenho uma namorada n avila
Por motivos óbivios não posso dizer quem é
É uma mulher de pele morena
E ama muito pelo que ela é

08. S3NH0R H0M3M D05 T4M80R1N5
Ei, sr. homem dos tamborins, põe aí um som pra mim
Estou sem sono e não tenho lugar nenhum  pra ir
Ei,s r. homem dos tamborins, põe aí um som pra mim
Assim sendo a cada novo dia é só pra te agradecer / eu vou te seguir

Eu sei bem que o império do amanhã já volta a ser só cinzas
Assopradas vento adentro
Me deixou cego aqui assim e ainda sem dormir
Meu amor próprio me surpreende me faz plantar os pés no chão
Sem ter nenhum lugar pra ir
E as velhas ruas vazias estão uqietas demais pra rir

2.
Me leve em uma viagem // pra viajar em seu amarelo submarino
Tropicália ou uma transa ando meio
Desligado dominguinhos da vida
Espero um cometa passar pra me levar com ele
Pronto pra ir a qualquer lugar, pra desaparecer,
Tentar se explicar, gravar o jeito que dfança
Pra tentar te deixar ir // te entender // te esquecer

10. F4R03ST3 C480CL0 (C4LM4, MÃ3, É 5Ó UM 54N6U3)

11. 357Á QU453 N0 F1M, M3U 7R1573 4M0R
1.
Melhor já ir embora & levo o que for durar
É teu o que bem entender, melhor se apressar
Tem em teu passado um menor abandonado
Que chora igual a incêndio em descampado
Melhor tomar cuidado os santos vêm aí
Está quse no fim, meu triste amor // meu amor já póde ir

2.
A pista é pra quem gosta de tomar chuva
Não fique assim encabreirado tome um gole desta uva
O pintor que conheceu  mora na rua
Desenha enlouquecidamente em nossas vias
O céu sobre nossas cabeças já vai cair
Está quse no fim, meu triste amor // meu amor já póde ir

3.
Os marinheiros tarimbados, todos remam pra cas // deixaram a briga
O teu exército de aliados, todos rumam pra o lar // foi curar feridas
O namorado que saiu do teu apartamento
Levou tudo embora, sem ressentimentos
O tapete também quer te ver cair
Está quse no fim, meu triste amor // meu amor já póde ir

4.Declare outro fecha, vamos nos repetir
Está quse no fim, meu triste amor

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