quem aqui sabe a história dos irmãos Britos?

não não não não minha gente, sem tempestade em copo de absinto com gelo&limão: não vim aqui pregar sobre os irmãos Rozendo e Manuel Brito VS o #autoritarismo, mas sim falar um pouco dos célebres, infames (e por que não dizer: GENIAIS) os excelentíssimos&distintos cavaleiros de #Liverpool: Ringo & George & John & Paul, os

   T  H  E          B  E  A  T  L  E  S

não tem como negar, eu sou beatlemaníaco mesmo. comecei a ouvir o idioma do tio Sam bem pequeno, assistindo a Star Wars e ouvindo aos incríveis rapazes de Liverpool. e de tanto repetir estas coisas, facilitou a aquisição do inglês como meu segundo idioma, lá para 1992, quando virou matéria de sala de aula.

o que estraga a gente é que desde pequeno a gente cresce ouvindo ( e obedeçendo!)  algumas #verdades #absolutas. do tipo: não se discutem futebol, religião, política. outra verdade absoluta: só é possível cantar um bom rock´n´roll em legítimo ingrêis pra ocêis, Shakespeares, Shelleys, Whitmans.

na minha humilde opinião, quando em uma conversa onde impera o respeito pelo próximo – na alvorada dos meus 38 verões de vida, acho que a única verdade absoluta é que o direito de uma pessoa termina onde começa o direito de outra – a religião, o futebol e a política são coisas MA RA VI LHO SAS de se discutir. e por discussão, quero dizer exatamente o sentido platônico&aristotélico&einsteiniano: o de ampliar horizontes. ainda na minha humilde opinião, quando ouvia ao Kiko Zambianchi cantando “Hey, Jude!”, até achava que a versão funcionava bem, mas quando a comparava com a versão que John Lennon e Paul McCartney escreveram, começava a concordar que essa era uma das verdades absolutas: não cantarás roquenrou em português!

e depois veio minha vida adulta. hoje, olho pra tanta gente ao meu redor que mal e mal fala o português correto, por falta de leitura, por falta de professorado, e vejo o que os ratos de gravatas do Senado&Congresso fazem com os meus colegas professores, e com um bilhão de aluninhos, pobrezinhos!, e com o fazmigerado #conhecimento – como esperar que as pessoas comuns compreendam toda uma letra em idioma estrangeiro, alheio, distante? estas idéias me dispararam uma vontade – que depois vim a saber que  era só #vocação – de traduzir ao português os The Beatles, tentando trazer à nossa realidade as letras do quarteto. porque se a versão do Zambianchi era a que cantava a voz do povo, às vezes a minha tentativa não ficaria melhor que a dele, mas pior não tinha como ficar.

e então comecei um processo de imersão no universo beatlemaníaco. foram quase 10 anos da minha vidinha medíocre&boêmia dedicados a estes caras, para traduzir todo o seu cancioneiro de 193 músicas para o português, respeitando sentido, e métrica, e rima, como se #Poesia fosse. e como se em português tivessem sido escritas, originalmente. oito anos traduzindo, e mais dois organizando a bagunça. utilizei como método para esta tradução a #transcriação, dos professores-irmãos Haroldo e Augusto de Campos, e, como esteio, muita leitura, releitura, treleitura, do “Finnícius Revém” do professor Donaldo Schuller publicado pela Ateliê Editorial, e as três primeiras edições no Brazyl pela editora Record do “On the Road”, com Eduardo Bueno e Antonio Bivar, comparando com os originais para jogar luz no meu caminho, tentando entender o que estes mestres da tradução bê érre fizeram. ainda, deu tempo de brincar um pouco de traduzir transcriando Dylan, Ramones, Presley e Marley&TheWailers.

para evitar uma publicação muito longa páro por aqui e abro espaço para um PDF que compilei, vertendo à minha língua materna os discos dos The Beatles, na coletânea de 1973, os álbuns Azul e Vermelho – cores escolhidas talvez por estarem na bandeira do Reino Unido. a brincadeira começou a fazer sentido porque se invertermos as cores, no sentido físico-químico&fotográfico, o Vermelho vira Verde, e o Azul, Amarelo: cores da nossa bandeira brasuca!

já sei que ainda vou falar sobre o legado dos irmãos Britos por pelo menos umas 12 vezes aqui nesta página, então por hoje é só, pe-pe-sso-all!

 

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