disco VI {(1965)} Rubber soul \\|// Alma gomae #beatlemania #thebeatlesemportugues

 

DISCO VI Alma gomae (RUBBER SOUL, lançamento de 03 de Dezembro de 1965 pela Parlophone, UK)

06 A-01 D1R161R M3U C4RR0
Perguntei “Amor, o que é que você quer ser?”
E ela, “Neném, tente me entender,
vou ser famosa, uma estrela da tela,
vou te deixar doido pra ficar com ela!”

Pode dirigir meu carro Você vai ficar um sarro
Pode dirigir meu carro Benzinho, eu te amo!

Eu disse “Amor, onde é que me alisto?”
E ela, “Neném, isso já é bem visto,
ensina até aos filhos a lição,
vou te levar para andar de avião!”

Eu disse “Amor, quando é que começo?”
E ela, “Neném, não é nenhum retrocesso,
não ter um carro e os sapatos tão gastos,
achei meu motorista e ele é um gato!”

06 A-02 T0N3L D3 C4RV4LH0 (0 81CH0 V00U)
Eu já tive alguém melhor dizer, alguém já me teve
Ela me levou pra casa, ficou de embaraço, tonel de carvalho

Você fica aí o que quer que seja isso aí
Foi quando eu fui ver, eu notei não tem mais nada aqui

Daí me sentei no rancho pra passar o tempo, bebi todo o ponche
Era alta madrugada e ela me disse, “vou dar uma deitada”

Me contou do trabalho, do dia, ficou doida e só ria
Eu lhe disse do meu nada e fui pra soneca embaixo da pia

Daí quando acordei não tinha ninguém, o bicho voou
Preparei uma fogueira com aquela madeira tonel de carvalho

06 A-03 QU3M V41 M3 V3R || Ninguém vai nem ver
vez, toda vez

06 A-04 S3NH0R N1N6UÉM
Ele é um real Senhor Ninguém
Senta em sua terra de Ninguém
Faz os planos de ninguém para lugar algum
Não sabe para as coisas olhar
Não sabe aonde é que vai parar
Não tem um pouco dele em cada um de nós?

Senhor Ninguém, ainda há tempo!
Não faz idéia do que está perdendo
Senhor Ninguém o mundo inteiro ao seu comando

Se faz de cego, mas pode ver
Escolhe o que vai entender
Senhor Ninguém, me vê parado aqui na frente?

Senhor Ninguém, não há pressa!
O seu tempo é o que lhe interessa
Quem sabe na próxima alguém mais lhe dá a mão

06 A-05 Melhor pensar sozinho

06 A-06 O livro
diga o livro que te liberta
diga o livro que nos traz mais perto
diga o livro em que estou pensando

06 A-07 M1CH43LL4
Michaella, minha bela
São palavras que casam bem com ela
Minha Michaella

Michaella, ma belle
Sont des mots qui vont trés bien, ensamble!
Trés bien!, ensamble

Te amo, te amo, te amo
É só o que eu sei dizer
Antes de achar um jeito
Só vou dizer as poucas palavras que sei que vai entender

Michaella, kleine mädchen
Das sage ich und so immer gleich
So immer gleich
Te quero, te quiero, ich wunsche dir
Você tem que saber ver
O que um é pro outro
Até então eu fico aqui esperando você (me) perceber

Te quero, te quiero, ich wunsche dir
Já deu pra você perceber
Eu sempre chego até você
Até então só vou dizer o que sei que (você) vai entender

A // B

06 B-01 O que se passa

06 B-02 G474
Será que alguém aqui quer ouvir a minha história
Da garota que chegou para ficar?
Ela é o tipo de garota que te leva à glória
Você, bobo, só pede para ela ficar

Ah, garota
Gata

Quando eu lembro como foi ruim toda separação
Era só me ver pra ela chorar
Ela me deu os céus a terra e até todo o inferno
Bobo, eu só sabia acreditar

Ah, garota
Gata

Ela é aquela mina que te destrata com as amigas
Te faz de tonto
Se tú diz um elogio Ela finge um assobio
Ela é a legal! Legal!

Ela não sabe por que o amor difere do ódio
o quanto de trabalho paga o lazer
Ela não quer nem saber dos problemas dos outros
e não vai estar nem aí se tú morrer

06 B-03 Olho pra você
Olho pra você Pra onde foi?//Cadê você?
Achava te conhecer Quem ia dizer
Não está diferente Mas já mudou//Mas mudou sim
Olho pra você Já não é a mesma
Sua boca mexe Não sei ouvir
Sua voz suave Palavras frequentes
Não está diferente É o jogo que mudou
Olho pra você Já não é a mesma
Como vou explicar Você nunca quis me amar
Amor é um hábito passageiro Que com a noite vai voar

06 B-04 N4 M1NH4 V1D4
Tem lugares que me lembram
do que vivi e do que mudou
d’alguns “pra sempre”, d’outros “melhoras”
dos que partiram e de quem restou

Os lugares e cada um destes momentos
Com amantes e amigos que ainda me vêem
Alguns se foram outros ainda são bem dançantes
Na minha vida os amei demais

Dos que conheço e ainda amo
não existe ninguém no teu patamar
O saudosismo perde o sentido
quando vejo o amor que você me traz

Eu sei, não tem como parar com isso
O que já se foi, querer bem&mais
A gente só aprende com a Distância
Na minha vida, os amei demais
Amei-os todos demais

06 B-05 Calma

06 B-06 Se precisar de alguém

06 B-07 Correr tudo o que tem, garotinha

quem aqui sabe a história dos irmãos Britos?

não não não não minha gente, sem tempestade em copo de absinto com gelo&limão: não vim aqui pregar sobre os irmãos Rozendo e Manuel Brito VS o #autoritarismo, mas sim falar um pouco dos célebres, infames (e por que não dizer: GENIAIS) os excelentíssimos&distintos cavaleiros de #Liverpool: Ringo & George & John & Paul, os

   T  H  E          B  E  A  T  L  E  S

não tem como negar, eu sou beatlemaníaco mesmo. comecei a ouvir o idioma do tio Sam bem pequeno, assistindo a Star Wars e ouvindo aos incríveis rapazes de Liverpool. e de tanto repetir estas coisas, facilitou a aquisição do inglês como meu segundo idioma, lá para 1992, quando virou matéria de sala de aula.

o que estraga a gente é que desde pequeno a gente cresce ouvindo ( e obedeçendo!)  algumas #verdades #absolutas. do tipo: não se discutem futebol, religião, política. outra verdade absoluta: só é possível cantar um bom rock´n´roll em legítimo ingrêis pra ocêis, Shakespeares, Shelleys, Whitmans.

na minha humilde opinião, quando em uma conversa onde impera o respeito pelo próximo – na alvorada dos meus 38 verões de vida, acho que a única verdade absoluta é que o direito de uma pessoa termina onde começa o direito de outra – a religião, o futebol e a política são coisas MA RA VI LHO SAS de se discutir. e por discussão, quero dizer exatamente o sentido platônico&aristotélico&einsteiniano: o de ampliar horizontes. ainda na minha humilde opinião, quando ouvia ao Kiko Zambianchi cantando “Hey, Jude!”, até achava que a versão funcionava bem, mas quando a comparava com a versão que John Lennon e Paul McCartney escreveram, começava a concordar que essa era uma das verdades absolutas: não cantarás roquenrou em português!

e depois veio minha vida adulta. hoje, olho pra tanta gente ao meu redor que mal e mal fala o português correto, por falta de leitura, por falta de professorado, e vejo o que os ratos de gravatas do Senado&Congresso fazem com os meus colegas professores, e com um bilhão de aluninhos, pobrezinhos!, e com o fazmigerado #conhecimento – como esperar que as pessoas comuns compreendam toda uma letra em idioma estrangeiro, alheio, distante? estas idéias me dispararam uma vontade – que depois vim a saber que  era só #vocação – de traduzir ao português os The Beatles, tentando trazer à nossa realidade as letras do quarteto. porque se a versão do Zambianchi era a que cantava a voz do povo, às vezes a minha tentativa não ficaria melhor que a dele, mas pior não tinha como ficar.

e então comecei um processo de imersão no universo beatlemaníaco. foram quase 10 anos da minha vidinha medíocre&boêmia dedicados a estes caras, para traduzir todo o seu cancioneiro de 193 músicas para o português, respeitando sentido, e métrica, e rima, como se #Poesia fosse. e como se em português tivessem sido escritas, originalmente. oito anos traduzindo, e mais dois organizando a bagunça. utilizei como método para esta tradução a #transcriação, dos professores-irmãos Haroldo e Augusto de Campos, e, como esteio, muita leitura, releitura, treleitura, do “Finnícius Revém” do professor Donaldo Schuller publicado pela Ateliê Editorial, e as três primeiras edições no Brazyl pela editora Record do “On the Road”, com Eduardo Bueno e Antonio Bivar, comparando com os originais para jogar luz no meu caminho, tentando entender o que estes mestres da tradução bê érre fizeram. ainda, deu tempo de brincar um pouco de traduzir transcriando Dylan, Ramones, Presley e Marley&TheWailers.

para evitar uma publicação muito longa páro por aqui e abro espaço para um PDF que compilei, vertendo à minha língua materna os discos dos The Beatles, na coletânea de 1973, os álbuns Azul e Vermelho – cores escolhidas talvez por estarem na bandeira do Reino Unido. a brincadeira começou a fazer sentido porque se invertermos as cores, no sentido físico-químico&fotográfico, o Vermelho vira Verde, e o Azul, Amarelo: cores da nossa bandeira brasuca!

já sei que ainda vou falar sobre o legado dos irmãos Britos por pelo menos umas 12 vezes aqui nesta página, então por hoje é só, pe-pe-sso-all!